Implante Dentário: como funciona, para quem é indicado e quais são as etapas?


O Dr. Hugo Robertson vai tirar suas principais dúvidas sobre implante dentário.
Perder um dente pode afetar muito mais do que a aparência do sorriso. A falta de um dente pode dificultar a mastigação, alterar a forma como os outros dentes se encostam e fazer com que muitas pessoas se sintam inseguras para sorrir ou falar.
Mas será que o implante dentário é indicado para todo mundo? Como funciona o tratamento? É possível colocar o implante no mesmo dia? E quem tem pouco osso pode fazer?
Neste artigo, o Dr. Hugo Robertson, especialista em Implantodontia, explica as principais dúvidas sobre o tratamento, desde a avaliação inicial até a instalação da prótese.
Ao longo do conteúdo, você vai entender como funciona o implante dentário, quais são as etapas do tratamento, quem pode fazer e quais fatores precisam ser avaliados antes da indicação.
O que é um implante dentário?
O implante dentário é uma estrutura instalada no osso para substituir a raiz de um dente perdido.
Depois da integração do implante ao osso, uma prótese é instalada sobre essa estrutura para substituir a parte visível do dente.
De forma simplificada, o tratamento envolve:
Implante → conexão protética → coroa ou prótese

Por isso, implante dentário e prótese não são exatamente a mesma coisa. O implante funciona como o suporte instalado no osso, enquanto a prótese é a parte responsável por reproduzir o dente ou os dentes perdidos.
Para quem o implante dentário é indicado?
O implante pode ser indicado para pessoas que perderam:
- Um único dente;
- Dois ou mais dentes;
- Vários dentes;
- Todos os dentes de uma arcada.
A solução muda conforme a quantidade de dentes perdidos e as características de cada caso.
Quando apenas um dente foi perdido, por exemplo, pode ser planejado um implante unitário.
Quando vários dentes estão ausentes, pode ser necessário planejar uma reabilitação parcial.
Já para quem perdeu todos os dentes de uma arcada, existem alternativas como a prótese protocolo, que utiliza implantes como suporte para uma prótese fixa.
Por isso, não existe um único tipo de implante ou uma única técnica indicada para todos os pacientes.

Como é feito o implante dentário?
O tratamento começa antes da cirurgia.
1. Avaliação odontológica
Primeiro, o profissional avalia a boca e conversa com o paciente para entender a perda dentária, tratamentos anteriores, expectativas e condições de saúde.
Também são analisados dentes, gengiva, mordida e espaço disponível para a futura prótese.
Essa etapa é importante porque o implante precisa ser planejado pensando também no dente que será colocado sobre ele.

2. Exames e diagnóstico
Os exames de imagem ajudam o profissional a avaliar a região que receberá o implante.
A radiografia panorâmica pode fornecer uma visão geral das estruturas da boca. Dependendo do caso, outros exames, como a tomografia, podem ser necessários para uma análise mais detalhada.
A quantidade de exames necessária depende da complexidade do tratamento e da avaliação profissional.

3. Planejamento do tratamento
Depois da avaliação e dos exames, o profissional define qual é a melhor estratégia para aquele caso.
São considerados fatores como:
- Localização do dente perdido;
- Quantidade e qualidade óssea;
- Condição da gengiva;
- Mordida;
- Espaço disponível;
- Tipo de prótese;
- Necessidade ou não de procedimentos complementares;
- Condições gerais do paciente.
O planejamento da prótese antes da instalação do implante é especialmente importante porque a posição do implante precisa ser compatível com a função, estética e higienização da futura reabilitação.

4. Instalação do implante
Com o planejamento definido, o implante é instalado cirurgicamente no local determinado.
A técnica utilizada depende das características do caso. Em determinados pacientes, o planejamento digital e a cirurgia guiada podem contribuir para uma abordagem mais precisa e menos invasiva.
Isso não significa que todos os pacientes serão submetidos à mesma técnica.

5. Período de integração
Depois da instalação, ocorre o processo de osseointegração, no qual o implante se integra ao tecido ósseo.
O tempo necessário varia conforme o paciente, a região tratada, a estabilidade obtida e o planejamento realizado.
Por isso, não é correto determinar um prazo único para todos os tratamentos.
6. Instalação da prótese
Depois que as condições clínicas permitem, a prótese é confeccionada e instalada sobre o implante.
Em alguns casos selecionados, é possível utilizar protocolos de carga imediata, permitindo que o paciente receba uma prótese em um período muito mais curto.
A possibilidade de realizar carga imediata depende da avaliação clínica, da estabilidade dos implantes e do planejamento protético.

É possível colocar o implante no mesmo dia?
Em alguns casos, sim.
A chamada carga imediata permite que determinados pacientes recebam uma prótese em um período curto após a instalação dos implantes.
Mas isso não significa que qualquer paciente possa colocar o dente definitivo no mesmo dia.
A indicação depende de fatores como estabilidade do implante, qualidade e quantidade de osso, condição clínica e tipo de reabilitação.
Por isso, promessas de "implante no mesmo dia" devem sempre ser analisadas de acordo com o diagnóstico individual.
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Quem tem pouco osso pode fazer implante?
Essa é uma das dúvidas mais comuns.
Ter pouco osso não significa automaticamente que o implante seja impossível.
A perda óssea pode acontecer depois da perda de um dente e também estar relacionada a outros fatores, como doença periodontal, infecções ou tempo decorrido desde a perda dentária.
Dependendo da anatomia, existem diferentes possibilidades de planejamento. Em alguns casos, pode ser indicado enxerto ósseo. Em outros, podem existir alternativas que aproveitem áreas de osso disponíveis ou utilizem técnicas específicas.
Em situações de perda óssea mais avançada, principalmente na maxila, técnicas como o implante zigomático podem ser avaliadas em casos selecionados.
A definição depende dos exames e do diagnóstico.
Saiba mais em QUEM TEM POUCO OSSO PODE FAZER IMPLANTE?.
Implante dentário dói?
A cirurgia é realizada com anestesia local, portanto o paciente não deve sentir dor durante o procedimento.
Depois da cirurgia, pode ocorrer desconforto, inchaço ou sensibilidade. A intensidade e a duração variam de pessoa para pessoa e também dependem do procedimento realizado.
Seguir corretamente as orientações da equipe durante o período de recuperação é importante para uma boa evolução.

Quanto tempo dura um implante dentário?
Um implante pode permanecer em função por muitos anos, mas não existe uma duração igual para todos os pacientes.
Higiene, acompanhamento profissional, condição da gengiva e do osso, tabagismo, sobrecarga mastigatória e outras características individuais podem influenciar a longevidade do tratamento.
Além disso, é importante entender que implante e prótese são componentes diferentes.
O implante pode permanecer saudável enquanto a prótese sobre ele eventualmente necessita de manutenção ou substituição.
Por isso, o acompanhamento depois do tratamento continua sendo importante.
Saiba mais em Quanto tempo dura um implante dentário?.
Quais cuidados são necessários depois do implante?
Depois da instalação do implante, o paciente recebe orientações específicas de acordo com o procedimento realizado.
Entre os cuidados que podem fazer parte do acompanhamento estão:
- Higienização adequada;
- Retornos periódicos;
- Cuidados específicos com a prótese;
- Controle da gengiva e do osso ao redor do implante;
- Atenção a alterações na mordida;
- Comunicação com o dentista diante de dor, sangramento, mobilidade ou outros sintomas.
A manutenção não deve ser deixada de lado mesmo quando o implante não apresenta dor.
O implante substitui um dente natural?
O objetivo do tratamento é substituir o dente perdido e recuperar função e estética, mas o implante não é um dente natural.
Ele possui uma estrutura diferente e precisa de cuidados específicos.
Quando corretamente planejado e acompanhado, pode oferecer estabilidade para a prótese e uma solução fixa para a perda dentária.
Como saber qual tipo de implante é indicado para mim?
Essa é uma pergunta que não pode ser respondida apenas pela internet.
O tipo de tratamento depende de fatores como:
- Quantos dentes foram perdidos?
- Há quanto tempo ocorreu a perda?
- Como está o osso?
- Como está a gengiva?
- Como é a mordida?
- Existe espaço suficiente para a prótese?
- Há necessidade de enxerto ou outra técnica?
- Qual é o objetivo da reabilitação?
Por isso, duas pessoas que perderam o mesmo tipo de dente podem receber planejamentos diferentes.

Como funciona o planejamento de implantes na Odontoclinic Vila Mariana?
Na Odontoclinic Vila Mariana, o planejamento dos casos de implantes considera a avaliação clínica, os exames de imagem e o planejamento da futura prótese.
A clínica também trabalha com fluxo digital, incluindo scanner intraoral e laboratório digital próprio, permitindo integrar diferentes etapas do tratamento.
Os casos são coordenados pelo Dr. Hugo Robertson, cirurgião-dentista com atuação em Implantodontia e Reabilitação Oral.
A indicação do tratamento, entretanto, é sempre individual. A tecnologia e a experiência da equipe fazem parte do processo, mas o diagnóstico é o que determina qual caminho é adequado para cada paciente.

Está pensando em colocar um implante dentário?
O primeiro passo é entender o seu caso.
Na avaliação, o profissional poderá analisar a região da perda dentária, os exames necessários e as possibilidades de tratamento antes de definir o planejamento.
Agende sua avaliação na Odontoclinic Vila Mariana e descubra quais opções podem ser indicadas para o seu caso.
Perguntas frequentes

Cirurgião-Dentista, especialista em Implantodontia, com atuação em Prótese e Reabilitação Oral e mais de 35 anos de experiência clínica. CRO-SP 43.140.

