Implante Zigomático: o que é e para quem é indicado

O Dr. Hugo Robertson vai tirar suas principais dúvidas sobre implante zigomático.
Ouvir que você tem pouco osso para colocar implantes pode gerar a sensação de que não existe mais solução para recuperar os dentes.
Mas a perda óssea não significa automaticamente que o paciente não possa receber uma reabilitação com implantes.
Em alguns casos de perda óssea mais avançada na maxila, existe uma alternativa chamada implante zigomático.
Mas o que é esse tipo de implante? Quem tem pouco osso pode fazer? Ele substitui o enxerto ósseo? Como é feita a cirurgia? É possível colocar dentes fixos em até 12 horas?
Neste artigo, o Dr. Hugo Robertson, especialista em Implantodontia e com atuação em Reabilitação Oral, explica o que é o implante zigomático, quando ele pode ser considerado e como essa técnica pode ser utilizada na reabilitação de pacientes com perda óssea avançada.
O que é um implante zigomático?
O implante zigomático é um tipo específico de implante dentário utilizado principalmente em casos de perda óssea severa na maxila, quando a quantidade de osso disponível na região convencional de instalação dos implantes pode ser insuficiente.
Diferentemente do implante dentário convencional, que é ancorado no osso da região onde o dente será substituído, o implante zigomático utiliza o osso zigomático, localizado na região da maçã do rosto, como área de ancoragem.
Essa característica permite que, em determinados casos, pacientes com grande perda óssea na maxila sejam avaliados para uma alternativa de reabilitação com implantes, podendo reduzir ou evitar determinados procedimentos de reconstrução óssea.

O implante zigomático é uma técnica de maior complexidade e não é indicado para todos os pacientes. A decisão depende dos exames, da anatomia, das condições clínicas e do planejamento especializado.
Para quem o implante zigomático pode ser indicado?
O implante zigomático pode ser considerado principalmente em pacientes que apresentam perda óssea importante na maxila e que possuem condições anatômicas que dificultam ou inviabilizam a utilização de implantes convencionais sem procedimentos adicionais.
Algumas situações que podem levar à avaliação dessa técnica incluem:
- perda óssea avançada na maxila;
- atrofia severa da maxila;
- pacientes que perderam dentes há muitos anos e apresentam grande reabsorção óssea;
- casos em que a quantidade de osso disponível dificulta a instalação de implantes convencionais;
- pacientes que já passaram por procedimentos de reconstrução óssea sem obter condições favoráveis para uma reabilitação convencional.
Isso não significa que todo paciente com pouco osso precise de um implante zigomático.
Existem diferentes possibilidades de tratamento, e a escolha depende do diagnóstico de cada caso.
Quem tem pouco osso precisa fazer implante zigomático?
Não necessariamente.
A expressão "pouco osso" pode representar situações muito diferentes.
Alguns pacientes apresentam uma pequena redução óssea e continuam tendo estrutura suficiente para receber implantes convencionais.
Em outros casos, pode ser indicado um enxerto ósseo ou outra técnica de reconstrução. Já em situações de perda óssea mais avançada na maxila, o implante zigomático pode entrar na avaliação como uma das possibilidades.
Por isso, não existe uma técnica única para todo paciente com perda óssea. A escolha deve considerar a quantidade e qualidade do osso, a localização da perda, a condição da gengiva, a mordida, a futura prótese e as condições clínicas do paciente.
Saiba mais em Quem tem pouco osso pode fazer implante dentário?.
O implante zigomático substitui o enxerto ósseo?
Em alguns casos, o implante zigomático pode ser uma alternativa que reduz ou evita a necessidade de determinados procedimentos de reconstrução óssea na maxila.
Isso acontece porque a técnica utiliza o osso zigomático como área de ancoragem, aproveitando uma estrutura óssea diferente daquela utilizada pelos implantes convencionais.
Mas isso não significa que todo paciente com pouco osso possa evitar o enxerto. A indicação depende da anatomia e do planejamento de cada caso.

Como funciona o implante zigomático?
O planejamento começa muito antes da cirurgia.
Primeiro é realizada uma avaliação clínica detalhada, seguida pelos exames de imagem necessários para analisar a anatomia da maxila e do osso zigomático.
Em casos complexos, o planejamento tridimensional é especialmente importante para avaliar as estruturas anatômicas e definir a posição dos implantes.
Depois, o profissional define a estratégia cirúrgica e protética. O implante zigomático é instalado de maneira planejada, utilizando o osso zigomático como área de ancoragem.

A posição dos implantes também precisa ser planejada considerando a futura prótese.
Isso significa que a cirurgia e a reabilitação protética fazem parte de uma mesma estratégia de tratamento.
Como é feita a cirurgia do implante zigomático?
A cirurgia do implante zigomático é um procedimento de maior complexidade do que a instalação de um implante dentário convencional.
Por isso, exige planejamento detalhado e avaliação das estruturas anatômicas da região. A técnica cirúrgica utilizada pode variar de acordo com a anatomia do paciente, o número de implantes planejados e a reabilitação protética.
Na Odontoclinic Vila Mariana, a cirurgia de implante zigomático é realizada na própria clínica, dentro de um planejamento integrado entre a etapa cirúrgica e a etapa protética.
O procedimento é realizado com anestesia e o conforto do paciente é considerado durante todo o planejamento.

Por se tratar de uma técnica complexa, a indicação deve ser feita por profissional com experiência nesse tipo de reabilitação.
O implante zigomático pode receber dentes fixos?
Sim.
Em casos indicados, os implantes zigomáticos podem ser utilizados para sustentar uma prótese fixa, permitindo uma reabilitação da maxila mesmo quando existe uma perda óssea importante.
Essa é uma das razões pelas quais pacientes que receberam a informação de que "não têm osso para implante" procuram o implante zigomático como possibilidade de tratamento.

Na Odontoclinic Vila Mariana, o implante zigomático pode fazer parte de um planejamento de reabilitação fixa com Prótese Protocolo, quando essa é a indicação para o caso.
Nos casos indicados para o Protocolo Fixo 12h, a cirurgia e a prótese definitiva podem ser realizadas em até 12 horas.
A possibilidade de realizar o tratamento nesse período depende das condições clínicas, anatômicas e protéticas de cada paciente.
Implante zigomático dói?
Essa é uma preocupação comum de quem está avaliando um tratamento de maior complexidade.
Durante a cirurgia, o paciente recebe anestesia e não deve sentir dor durante o procedimento.
No período após a cirurgia, pode ocorrer inchaço, sensibilidade ou desconforto. A intensidade varia de acordo com o procedimento realizado e com as características individuais do paciente.
A equipe responsável fornece orientações específicas para o período de recuperação.

O acompanhamento após a cirurgia é importante para avaliar a recuperação e orientar o paciente durante as diferentes etapas do tratamento.
Quanto tempo demora para fazer um implante zigomático?
O tempo do tratamento depende do planejamento de cada caso.
Na Odontoclinic Vila Mariana, quando o paciente apresenta indicação para o Protocolo Fixo 12h, a cirurgia e a prótese definitiva podem ser realizadas em até 12 horas.
Isso é possível porque o tratamento é planejado previamente, integrando a parte cirúrgica e a parte protética.

A possibilidade de realizar o tratamento nesse período depende das condições clínicas, da anatomia, da estabilidade dos implantes e da indicação do protocolo.
Por isso, o prazo deve ser definido individualmente após a avaliação e o planejamento do caso.
Qual a diferença entre implante convencional e implante zigomático?
A principal diferença está na região onde o implante é ancorado.
O implante dentário convencional é instalado no osso disponível na região da arcada onde o dente será substituído.
Já o implante zigomático utiliza o osso zigomático como área de ancoragem e é utilizado principalmente em situações de perda óssea severa na maxila.

Por isso, o implante zigomático não é simplesmente uma versão "mais forte" ou "melhor" do implante convencional.
São técnicas diferentes, indicadas para situações diferentes.
Implante zigomático é indicado para quem perdeu todos os dentes?
Pode ser considerado em alguns pacientes que perderam todos os dentes da maxila e apresentam perda óssea avançada.
Quando a quantidade de osso disponível não permite um planejamento convencional previsível, o implante zigomático pode fazer parte da estratégia de reabilitação.

Mas perder todos os dentes não significa automaticamente precisar de implantes zigomáticos.
A avaliação precisa considerar a anatomia, os exames e as possibilidades de tratamento disponíveis para aquele paciente.
Quais exames são necessários antes do implante zigomático?
O planejamento de um caso de implante zigomático exige exames de imagem capazes de fornecer informações detalhadas sobre a anatomia da região.
A tomografia computadorizada pode ser utilizada para avaliar a estrutura óssea em três dimensões e a relação com estruturas anatômicas importantes.
O profissional também realiza a avaliação clínica e considera a futura prótese.
Em casos complexos, o planejamento digital permite estudar previamente a posição dos implantes e organizar as etapas do tratamento.

Essas informações são fundamentais para determinar se o implante zigomático é realmente indicado e como o tratamento deverá ser planejado.
Todo paciente com perda óssea pode fazer implante zigomático?
Não.
O implante zigomático é uma técnica específica para determinados casos de reabilitação da maxila e não deve ser utilizado apenas porque o paciente apresenta algum grau de perda óssea.
O profissional precisa avaliar:
- anatomia do paciente;
- condição do osso;
- saúde da gengiva;
- relação entre as arcadas;
- condições clínicas;
- possibilidade de outras alternativas;
- planejamento da futura prótese.
O objetivo é escolher a solução mais adequada ao caso, e não utilizar a técnica mais complexa disponível.
Como funciona a avaliação de um caso de implante zigomático na Odontoclinic Vila Mariana?
Na Odontoclinic Vila Mariana, os casos de perda óssea avançada são avaliados individualmente pelo Dr. Hugo Robertson, com análise clínica e exames de imagem para definir as possibilidades de reabilitação.
A clínica trabalha com planejamento digital e laboratório próprio, permitindo integrar o planejamento cirúrgico e protético.
O implante zigomático faz parte das possibilidades avaliadas em casos complexos de perda óssea, quando essa técnica é considerada adequada ao diagnóstico.

Quando o caso é indicado para o Protocolo Fixo 12h, o planejamento pode permitir a realização da cirurgia e da prótese definitiva em até 12 horas.
A indicação, entretanto, depende sempre das características individuais do paciente.
Tem pouco osso e disseram que você não pode fazer implante?
Receber a informação de que existe perda óssea importante não significa que você deva desistir da possibilidade de recuperar os dentes.
Existem diferentes técnicas de reabilitação, e o implante zigomático é uma das alternativas que podem ser avaliadas em casos específicos de perda óssea avançada na maxila.
Para alguns pacientes, essa técnica pode possibilitar uma reabilitação com dentes fixos, mesmo diante de uma condição óssea que dificulta o uso de implantes convencionais.
O primeiro passo é realizar uma avaliação completa para entender qual solução é realmente adequada para o seu caso.
Se você está pesquisando por implante zigomático, implante para quem tem pouco osso, dentes fixos para quem perdeu todos os dentes ou Prótese Protocolo com implante zigomático, procure uma avaliação especializada.
Na Odontoclinic Vila Mariana, o caso é estudado individualmente pelo Dr. Hugo Robertson, considerando exames, anatomia, condições clínicas e planejamento protético.
Agende sua avaliação e converse com nossa equipe sobre as possibilidades de tratamento para o seu caso.
Perguntas frequentes

Cirurgião-Dentista, especialista em Implantodontia, com atuação em Prótese e Reabilitação Oral e mais de 35 anos de experiência clínica. CRO-SP 43.140.

